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Acasalamento
O problema do acasalamento, tanto do macho quanto da fêmea, geralmente desperta bastante interesse dos proprietários. Algumas pessoas acreditam que a falta de acasalamento periódico pode ocasionar algumas conseqüências para o animal, que inclusive poderia ficar "raivoso". Esse é uma suposição destituída de fundamento, já que não há qualquer dano à saúde do animal. O hábito que algumas pessoas têm de soltar seu animal para que cruze com outros das redondezas é extremamente perigoso: as doenças veneras, as lesões corporais freqüentes e a possibilidade do animal ser contaminado pela Raiva, são razões mais que suficientes para condenar tal prática.
A escolha do parceiro Quando o proprietário deseja que o animal se reproduza, a escolha do parceiro tem muita importância. Deverá ser escolhido o companheiro adequado, preferindo-se aqueles que possuem características raciais semelhantes, temperamentos compatíveis, porte aproximado, etc. Além disso, quando se trata de animais puros, normalmente, se estuda o "pedigree", pelo qual se avalia as potencialidades genéticas do animal e se evita a consangüinidade. Deve-se evitar os acasalamentos de pais com filhos, ou entre parentes próximos, caso contrário haverá grandes possibilidades de perpetuar ou revelar defeitos genéticos, a menos que se tenha uma segura orientação médica. É importante que o parceiro escolhido esteja em boas condições de saúde, e seja vacinado contra as doenças mais prevalentes na espécie. A orientação do médico veterinário nessa eventualidade, tem se mostrado extremamente útil.
O ciclo reprodutivo na fêmea Na cadela, normalmente há dois ciclos por ano, que duram 6 meses cada um. Muitas pessoas acreditam que o cio ocorre principalmente na primavera e outono, mas efetivamente parece não haver nítida conotação estacional. O ciclo é dividido em quatro estágios: 1) Anestro: dura cerca de 2 meses, e corre nos 60 dias anteriores ao início da hemorragia; 2) Proestro: se estende desde o início da hemorragia até o momento da primeira aceitação do macho. Dura cerca de 9 dias; 3) Estro ou cio: este é o período de aceitação do macho, durando cerca de 9 dias. A ovulação ocorre provavelmente no segundo dia deste estágio; 4) Metaestro - é a fase de regressão, que vai do estro ao anestro, ou estágio de descanso. Dura aproximadamente 3 meses.
Idade para o acasalamento Entre os 7 e 10 meses de idade, a maioria dos cães pode reproduzir. Entretanto, a maior parte dos animais nessa idade ainda está em desenvolvimento. Especialmente as fêmeas, que ainda não estão com o organismo suficientemente amadurecido para suportar o desgaste provocado por uma prole geralmente numerosa. É preferível, portanto, que os animais só venham a cruzar após os 18 meses de idade.
Escolha do local É sempre preferível levar o macho ao local onde a fêmea vive. O macho, por estar bastante excitado na ocasião, geralmente é pouco afetado pela mudança de ambiente. Os parceiros, logo após a apresentação, devem ser deixados sozinhos, em local tranqüilo, sob discreta supervisão do proprietário. Um acasalamento repetido dois ou três dias seguidos, é geralmente suficiente para assegurar a fecundação da cadela. O macho não deve permanecer junto a fêmea durante todo o período do cio, porque ambos se desgastam demasiadamente e não é necessário um número exagerado de cópulas.
A falsa gestação Também chamada popularmente gestação psíquica, dura cerca de dois meses e muito se assemelha à verdadeira prenhez. No período final, o ventre se avoluma, as mamas ficam túrgidas e aparece leite. O comportamento se modifica, sendo que algumas fêmeas fazem ninho e chegam mesmo a escolher algum objeto como filho. Conhecemos uma cadela poodle, que adotou um gato siamês, ao qual amamentou durante bom período. Trata-se, evidencialmente, de um distúrbio endócrino, que deve ser tratado pelo médico veterinário.
Cruzamento indesejável Quando ocorre uma cópula acidental, indesejada pelo proprietário, algumas medidas contraceptivas podem ser instituídas. Se a fêmea for levada ao médico veterinário dentro dos dois dias seguintes aos eventos, pode-se utilizar medicamentos que impedem a nidação do óvulo e portanto não haverá gestação. Se decorrerem mais dias do cruzamento, ainda se poderá utilizar algumas substâncias que provocam a reabsorção dos pequenos embriões.
Inseminação artificial Quando se verifica impotência do macho, ou a impossibilidade de cruzamento com determinada fêmea, poderá ser utilizada a inseminação artificial. Em futuro próximo, essa técnica deverá se tornar bastante freqüente e permitirá que bons reprodutores tenham filhos à distancia, e em maior número, o que concorrerá bastante para o melhoramento das raças.
A fertilização O encontro do espermatozóide com o óvulo ocorre entre 24 e 48 horas após o acasalamento. O óvulo assim fertilizado, (ovo), passa a ser nutrido pelo "leite uterino" até as 3 semanas, quando ocorre sua implantação na parede do útero. As infecções crônicas do útero inibem a implantação do ovo, causam morte e reabsorção do feto. Esse é um fenômeno bastante comum, que leva alguns proprietários a reclamarem que suas cadelas cruzam mas não ficam grávidas.
O uso de anticoncepcionais Com os progressos médicos observados nos últimos anos, foi permitido estender aos animais o uso de anticoncepcionais, até então privilégio da mulher. O uso de tal droga é de segurança bastante satisfatória e a ausência de acasalamento não causa qualquer problema ao animal. Quando se deseja que a cadela não tenha filhotes, deve-se leva-la a uma clínica para exame geral e a aplicação do anticoncepcional. O proprietário deve evitar aplicar, por sua alta recreação, tal medicamento, já que se trata de hormônio o qual poderá acarretar efeitos colaterais indesejáveis.
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