Os mastocitomas representam um dos tumores cutâneos (pele) mais comuns em Cães, e o segundo mais comum em gatos. São tumores que se originam nas células de defesa do organismo, chamados MASTÓCITOS; estes produzem grânulos, que serve como defesa no caso de um agente invasor (liberação de histamina =liberação de grânulos).
Acomete animais de qualquer idade e as lesões podem aparecer em qualquer local do corpo, podem ocorrer uma imensa variedade de padrões, ulcerados (feridas abertas) ou não, único ou múltiplos e normalmente ocorre eritema (coceira), pela degranulação dos mastócitos, levando o animal a SÍNDROME PARANEOPLÁSICA, que geram eritema, ulcerações gastrointestinais, diminuição do apetite, salivação excessiva, dor abdominal, vômitos, diarréia.
Principal Sintoma - Feridas que não cicatrizam, mesmo com o tratamento prolongado com antibióticos e antiinflamatórios; aumento rápido de tamanho.
Existe predisposição racial para o Boxer, Buldog, Labrador, Beagle, mas qualquer raça pode ser acometida. Os tumores como mastocitomas, possuem um grau de diferenciação (GI, II, III, IV) estes e a regiões onde os tumores ocorrem, estão relacionados como prognóstico (lesão paralela ao prepúcio e unhas tem prognóstico mais reservado).
DIAGNÓSTICO:
Pode ser feito por citologia os histopatologico (coleta de um fragmento do tumor). A pesquisa para detecção de metástases em região pulmonar (RX de Tórax), linfonodos regionais e abdômen (ultra-som Abdominal), assim como exames laboratoriais, determinam a condição do paciente e direcionam o tratamento.
TRATAMENTO:
Cirurgia com amplas margens de segurança (3-5 cm lateral e profundidade), mas dependendo da localização, pode-se não conseguir margem suficiente, então podemos usas quimioterapia Neo-adjuvante (usado para citorredução do tumor antes da cirurgia). Já a quimioterapia-adjuvante usada no período pós-cirúrgico, quando houver margens comprometidas, recidivas (crescimento tumoral no mesmo local) ou metástases (implantação de células tonsurais em outros órgão).
O protocolo escolhido depende do grau tumoral, a localização do tumor e a predisposição racial. As medicações quimioterápicas podem ser aplicadas a cada 7 dias, 21 dias ou 28 dias conforme o protocolo escolhido pelo médico veterinário oncologista.
Efeitos colaterais:
Os efeitos colaterais são menos severos nos animais, mas incluem vômitos, diarréia, anorexia e depressão da medula (leucopenia, trombocitopenia), alterações estas que podem ser controladas com medicamentos. Só porque um animal foi diagnosticado com câncer não significa que a vida dele acabou.
Seu comprometimento com o animal e a dedicação do veterinário vão trabalhar para manter seu animal tão feliz quanto possível.
Matéria extraída do jornal Animal Word
Escrita por Dra. Maria La Rocca Trometti
Médica Veterinária - CRMV/SP 15833
Oncologia Veterinária