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Saúde dos Cães - DOENÇA PERIODONTAL em Cães e Gatos DOENÇA PERIODONTAL
- A doença periodontal é o diagnóstico mais comum em animais de companhia, cerca de 80% dos cães ou gatos acima de 6 anos de idade possuem doença periodontal. - O risco parece aumentar com a idade. Sinais de doença periodontal: Halitose (odor), anorexia (falta de apetite), dificuldade para se alimentar, ptialismo (salivação), tremor de cabeça, alterações comportamentais, gengivas avermelhadas/intumescidas e/ou com sangramento, dentes soltos, acúmulo de placa, cálculo (tártaro) e manchas, ulcerações na mucosa gengival ou bucal. - A doença periodontal pode ser um fator de risco para doença sistêmica (por exemplo doenças cardíacas, renais e esqueléticas). - A ração seca pode reduzir a placa e o cálculo em comparação com ração úmida, mas a evidência não é conclusiva. - Couro cru e outros produtos para mastigação podem reduzir cálculo, gengivite e perda de osso alveolar. - A estratégia padrão para evitar cálculo envolve o emprego de raspagem mecânica para limpar os dentes: Isso foi basicamente alcançado modificando-se a textura e o tamanho do grânulo da ração, porém apenas afeta os dentes utilizados para mastigar durante o ato da mastigação (algumas rações são feitas com pellets adequados para a raspagem mecânica porém a maioria não tem esse cuidado). - Uma nova abordagem (mais moderna) utiliza fontes minerais nutricionais de uma maneira em que podem proporcionar benefícios dentários: Fontes nutricionais de fosfatos podem ser manipuladas durante a fabricação para acentuar as propriedades físicas do granulo sem alterar as fórmulas de base ou o tamanho do grânulo. - Cães alimentados com ração revestida de polifosfatos desenvolveram 55% menos cálculo do que cães alimentados com uma ração não revestida. - Gatos alimentados com ração revestida de polifosfatos desenvolveram 45% menos cálculo do que gatos alimentados com uma ração não revestida Introdução: Embora a odontologia veterinária seja uma especialização relativamente nova, a doença dentária é um dos problemas mais comuns que afetam animais de companhia e tem sido reconhecida por mais de setenta anos. Por exemplo: Talbot relatou em 1899 que a doença periodontal afeta 75% dos cães entre 4 e 8 anos de idade. Esta incidência foi subseqüentemente confirmada em uma análise recente identificando 53 e 95% de cães com idade acima de um ano como portadores de algum grau de periodontite. Apesar de existirem poucos estudos relacionados com gatos, a incidência de doença periodontal foi observada em 25 a 50%, documentando portanto sua importância também nesta espécie. A natureza disseminada das preocupações dentárias no cão e no gato impõe que a conscientização do problema seja ampliada e que estratégias potencialmente benéficas sejam exploradas.. Doença dentária: A doença dentária, embora seja um problema muito comum, é muitas vezes um termo aplicado de forma muito imprecisa. É com freqüência utilizado de uma maneira genérica para incluir condições não periodontais como gengivite. Na realidade, é definida como "doença as estruturas de suporte dos dentes". Estas estruturas de suporte se destinam a manter os dentes fixados à mandíbula e atuam como absorvedores de choques, permitindo o dilaceramento e trituração do alimento sem danificar os dentes ou o osso alveolar que circunda os dentes. As estruturas periodontais consistem do ligamento periodontal (tecido conjuntivo entre a raiz do dente e a concavidade), a gengiva, o cimento e o osso alveolar. Dano progressivo das estruturas de suporte dos dentes pode resultar em dor e, finalmente, em perda do dente. A etapa inicial no sentido da doença periodontal é a formação e acúmulo de placa na superfície do dente. Qualquer dente limpo, quando exposto à saliva, imediatamente desenvolve uma camada de glicoproteína chamada de película. Bactérias bucais normais aderem a esta película e começam a se multiplicar. A adição de partículas de alimento, células epiteliais desprendidas e mucina salivar á película forma a placa dentária. Esta é frequentemente denominada de biofilme, constituída principalmente de bactérias gram positivas aeróbicas. A placa se forma muito rapidamente em humanos e em animais, tipicamente no espaço de algumas horas após uma profilaxia dentária. A placa dentária é um material mole, mas o movimento da língua, água potavel ou saliva não pode removê-la. Ela pode, entretanto, ser removida por abrasão física como a que ocorre durante a escovação dos dentes ou a mastigação. Placa não removida pode finalmente se transformar em cálculo dentário (tártaro). A formação de cálculo a partir da placa ocorre quando sais minerais contidas na saliva, tais como carbonato de cálcio e fosfato de cálcio, se precipitam e são depositados na placa. A deposição do cálcio tipicamente ocorre dentre e entre restos bacterianos presentes na placa. O cálculo dentário é um depósito duro que está intimamente aderido ao dente. Ele pode ser encontrado tanto acima (supragengival) quanto abaixo (subgengival) da linha da gengiva. Uma vez formado, o cálculo somente pode ser adequadamente removido mediante uma profilaxia dentária profissional (por exemplo limpeza do cálculo por ultrassom com polimento em baixa rotação). Idade e peso corpóreo como fatores de risco para a doença dentária Numerosos estudos têm indicado que a doença periodontoal é o diagnóstico mais comum em animais de companhia. Muitos destes mesmos esudos também documentaram uma forte correlação entre idade aumentada e maior prevalência de doenças dentária. Prevalência de 66% a mais de 80% em cães com idade superior a 6 anos foram observadas. Eisner sugere que estresses, incluindo idade avançada, podem comprometer os sistemas de defesa do hospedeiro na cavidade bucal. Um outro estudo conduzido no Japão com 251 cães demonstrou uma significativa correlação entre maior quantidade de cálculo dentário e idade aumentada. Os resultados também indicam uma prevalência mais elevada de periodontite associada com cães idosos. Demonstrou-se também que periodontite aumenta significantemente com o aumento de idade e a diminuição de peso corpóreo resultando em uma incidência acentuadamente maior da doença nas raças de cães de menor porte. Raças menores e raças braquiocefalicas (por exemplo pequines, boxer, etc) tendem a apresentar mal oclusões (muitas vezes resultantes de dentes girados), dentes decíduos em número superior ao normal e retidos. Uma boa higiene bucal torna-se assim mais difícil e apresenta áreas vulneráveis nos dentes onde pode-se formar placa e cálculos podem se depositar. O acréscimo dna deposição de cálculo e a incidência de doença periodontal com o aumento da idade fica mais complicado pelo fato de que a probabilidade de condições de saúde adicionais subjacentes aumenta à medida em que o animal envelhece. Portanto, os riscos associados com a profilaxia dentária (isto é, anestesia) podem também se ampliar com o aumento da idade. Conseqüencias de uma higiene bucal deficiente Embora o cálculo supragengival seja fundamentalmente, um problema superficial, é indicativo da necessidade de uma higiene bucal. De maneira geral, inicialmente isto manifesta-se visualmente como acúmulo de cálculo e (ou) da forma olfativa como mal hálito. O mal hálito é basicamente causado pelo metabolismo bacteriano de proteínas na cavidade bucal proveniente de resíduos de alimento, saliva, células epiteliais e sangue. A presença de placa e cálculo proporciona um ambiente favorável para a proliferação bacteriana e um aumento do metabolismo de proteínas levando a um mal hálito continuado. este está tipicamente associado com gengivite e periodontite. Caso se deixe de fazer o tratamento, o cálculo dentário pode levar à acumulo adicional de cálculo nos dentes. A superfície do cálculo dentário é áspera o que permite um maior acumulo de de placa sobre o cálculo exitente. A maturação desta placa que acabou de ser depositada dá continuidade ao processo de acúmulo de cálculo nos dentes. À medida em que o cálculo continua a se acumular e se estender para dentro do sulco gengival, a superfície áspera irrita a gengiva, causando inflamação dos tecidos moles. A inflamação provocada por toxinas bacterianas presentes na placa, aliada à irritação física do cálculo subgengival, causa gengivite. As bordas das gengivas podem começar a parecer hipeêmicas (avermelhadas) e ligeiramente edematosas (inchadas). Embora a gengivite seja uma condição completamente reversível, ela pode se tornar crônica caso os dentes não sejam limpos. Bactérias podem ficar retidas sob uma linha gengival intumescida resultando em acúmulo de toxina bacteriana e de neutrófilos e maior danos a tecidos. Bactérias anaeróbicas começam a predominar neste ambiente, levando a mais liberação de toxina e à continuação da resposta inflamatória do hospedeiro. É importante observar que bactérias não causam diretamente o dano ao tecido na doença periodontal. Ao invés disso, é o sistema imunológico do hospedeiro tentando controlar a infecção e a inflamação que contribui para o dano aos tecidos. Quando a placa e a inflamação resultante atinge o ligamento periodontal, o dano a esta estrutura de ancoramento pode ocorrer e a doença periodontal se desencadeia. O dano ao ligamento periodontal é irreversivel. À medida em que a doença progride, ocorre erosão do osso alveolar fazendo com que o dente se amoleça e caia. Este processo de perda óssea ocorre ao longo de um período prolongado de tempo. A doença periodontal passa por períodos ativos de dano ao tecido seguidos de períodos quiescentes de inatividade e cura. A doença periodontal não tratada pode levar de dois a cinco anos até que uma quantidade suficiente de osso alveolar seja destruído para causar perda do dente. Esta é com freqüência uma doença silenciosa que pode progredir sem sinais clínicos óbvios, mesmo diante de uma doença grave. Os sinais clínicos da doença periodontal podem incluir algum ou todos os seguintes: Halitose, anorexia, dificuldade para se alimentar, ptialismo, tremor da cabeça, alterações comportamentais, gengivas avermelhadas/intumescidas e/ou com sangramento, dentes soltos, acúmulo de placa, cálculo (tártaro) e manchas, ulcerações na mucosa gengival ou bucal. Doenças dentárias e seus efeitos sobre a saúde sistêmica. Tem havido muita especulação no meio veterinário sobre a correlação entre doença periodontal e outros problemas de saúde em animais de companhia. Como a doença periodontal é a mais comum que afeta cães e gatos, a preocupação é certamente justificada. além disso, a doença dentária é mais comum e muitas vezes mais graves em animais com mais idade que podem também ter seus sistemas imunológicos comprometidos e ser portador de outras doenças subjacentes do coração, pulmão ou rins. Diabetes tem sido associada a um aumento da doença periodontal em seres humanos mas a mesma evidência não está presente em cães. Vários autores têm citado evidência existente na literatura sobre seres humanos no que diz respeito à doença dentária e o risco de doenças cardíacas, infecção pulmonar, acidente vascular cerebral e baixo peso de bebês no nascimento. Observou-se que bacteremia (liberação de bacterias na corrente sangüínea) ocorre em alguns cães e gatos com doença dentária, aumentando após manipulação dentária. Animais saudáveis devem ser capazes de se curarem de bacteriemia transiente, mas pode haver motivo para preocupação no caso de animais sob estresse com imunidade ou função orgânica comprometida e em animais mais velhos. Além da bacteremia, respostas inflamatórias locais do hospedeiro à doença periodontal produzem citocinas (enzimas) inflamatórias. Uma vez que o tecido periodontal não está isolado do resto do corpo, estas citocinas podem alcançar a circulação geral. É possivel que a concentração de citocinas possa ser suficientemente elevada para produzir efeitos sistêmicos. Um estudo mais recente emprrendido por DEBowes et al demonstrou uma correlação entre a gravidade de uma doença periodontal em cães e alterações histológicas em tecidos do miocardio, renal e hepático. Pesquisa adicional é necessária para determinar se a doença periodontal constitui um fator de risco para doenças sistêmicas em cães e gatos. Estratégias de cuidados com saúde bucal Praticamente todos os veterinários concordam que a melhor estratégia para a saúde bucal é a prevenção. A prevenção é menos dispendiosa para os clientes e mais segura para o animal. A profilaxia dentária profissional (remoção de cálculo e polimento) combinada com um cuidado diligente em casa é a chave para dentes e gengivas saudáveis. Uma vez que a doença dentária tenha progredido além de uma ligeira gengivite, tempos de anestesia mas longos e procedimentos mais avançados são necessários, aumentando o custo para o cliente e o estresse e o risco para o animal. Uma profilaxia dentária consiste em diversos componentes: um exame bucal completo, mapeamento bucal, curetagem e polimento da coroa e das supeficies subgengivais. O equipamento necessário incluem raspadores ultrasônicos ou sônicos e, embora não requeridos, são mais rápidos do que os raspadores manuais. Para cães, é também recomendado utilizar um enxágüe antes da intervenção com solução de clorexidina diluída para ajudar a minimiza a bactermia que ocorre durante a limpeza dentária. A raspagem motorizada deve ser utilizada primeiro, seguida de uma raspagem manual para remover suavemene placa residual e cálculo sob a linha da gengiva. O polimento é recomendado após o aplainamento e a raspagem a fim de alisar ranhuras e depressões no esmalte que correm e decorrência da raspagem. Finalmente, uma lavagem supragengival e subgengival remove o pó abrasivo do polimento, que pode atuar como um irritante das gengivas. Embora a profilaxia dentária profissional periodica seja muito importante para a saúde bucal dos cães e gatos, a importancia dos cuidados domésticos deve ser enfatizada. Durante os últimos anos houve uma acentuada expansão da oferta de produtos destinados a facilitar os cuidados dentários domésticos para os doenos e a ser mais toleráveis para os animais de estimação. Os veterinários concordam em que a escovação dos dentes permaneça o meio mais eficaz para remover a placa bacteriana e prevenir a gengivite. A DuPont relatou que a escovação dos dentes três vezes por semana pode prevenir gengivite em cães. Escovas de dentes para animais de estimação são oferecidas em uma diversidade de tamanhos e formatos para melhorar a eficácia do processo de escovação. Escovas para dedos estão disponíveis embora alguns veterinários julguem que as cerdas são muito macias para remover placa eficazmente. Elas podem, no entanto, ser usadas como uma transição para uma escova de dentes. Existem dentifrícios que são especificamente formulados para uso por animais de estimação. O dentifrício facilita a remoção da placa mas a escovação eficiente pode obeter os mesmos resultados sem ele. Há outros produtos que ajudam a controlar a placa, como enzimas de glucose oxidase e lactoperoxidase, que possuem atividade antimicrobiana e têm sido incorporadas aos dentifrícios para animais de estimação. Clorexidina e ascorbato de zinco estão também disponíveis na forma de gels e enxágües tópicos. Cuidados bucais nutricionais A escovação diária ajuda a remover placa e prevenir a formação de cálculo, gengivite e doença periodontal. Entretanto, manter este esquema agressivo de escovação é questionavel. Muitos veterinários reconhecem que uma profilaxia dentária profissional anual sem que haja cuidados domésticos não previne eficazmente a doença periodontal. Em anos recentes, um número cada vez maior de produtos nutricionais tornaram-se disponíveis e podem atuar como auxiliares para os cuidados dentários profissionais e domésticos. Estes produtos fundamentalmente dependem da raspagem mecânica para remover placa dos dentes. Eles podem ajudar a remover alguma quantidade de placa porém há limitações para a estratégia. Existe uma antiga crença de que rações secas reduzem a taxa de acúmulo de placa e de gengivite em comparação com cães e gatos exclusivamente alimentados com ração umida. Uma analise da literatura por O´Rourke concluiu que havia evidência para sugerir que o alimento duro amaninha a saúde da gengiva, da membrana periodontal e do osso alveolar. Um estudo empreendido por Burwasser e Hill demonstrou que cães alimentados com rações moles tendiam a apresentar alterações na gengiva conforme observado na histologia. Egelberg conduziu um estudo medindo formação de placa e a quantidade de exsudato gengival em 14 cães alimentados com rações dura ou mole. Cães alimentados com ração mole acumularam mais placa e dsenvolveram mais gengivite do que quando alimentados com ração dura. Entretanto, um esduto mais recente realizado por Harvey et al envolvendo 1350 cães não indicou um efeito protetor significativo em cães alimentados com ração dura versus aqueles que receberam ração semi-úmida ou úmida. Poucos estudos foram realizados em gatos, mas uma pesquisa conduzida por Studer and stapley demonstrou que gatos alimentados com ração mole tendiam a acumular cálculo, desenvolver gengivite e halitose. O efeito de ração dura sobre a saúde dentária pode variar de acordo com o animal individual. Reduções no cálculo, gengivite e perda de osso alveolar têm sido relatadas em cães que mastigam diferentes itens (brinquedos, couro crú e biscoitos) comparados a cães que tiveram pouco ou nenhum acesso a estes produtos. Verificou-se que produtos mastigáveis de couro crú exercem um efeito maior quando comparados com biscoitos ou brinquedos. É interessante observar que o maior efeito protetor para o tecido periodontal foi encontrado em cães alimentados com ração dura e que mastigavam itens de couro crú. Um outro estudo empreendido por Lage et al relatou que a mastigação de couro crú removia mais cálculo dos dentes de cães em comparação com biscoitos de cereais. A influência de outros tipos de itens mastigáveis sobre placa, cálculo e gengivite também têm sido pesquisada. Um estudo envolvendo um osso flexível de uretano encontrou menos cálculo supragengival em cães após 30 dias de uso comparados àqueles aos quais não se deu o osso. Um outro item de mastigação para a saúde dentária foi objeto de dois estudos. Ambos verificaram que adicionar o item de mastigação (por exemplo um osso de couro crú) a uma ração dura diminuiu cálculo, placa e a incidência e gravidade da gengivite em cães após três ou quatro semanas. A introdução de várias rações nutriocionalmente completas formuladas para melhorar a saúde bucal ocorreu ao longo dos últimos anos. A estratégia padrão envolve o emprego da ação de raspagem mecânica para limpar os dentes. Isto foi fundamentalmente alcançado modificando-se a textura e o tamanho do grânulo. Enquanto o animal de estimação matiga o alimento, supõe-se que placa e cálculo são desagregados da superfície dos dentes. Aditivos em algumas dietas, tais como farinha de alfafa e extrato de amora exerceriam efeitos antibacterianos para a redução do mal hálito. Apesar dos relatos de remoção de placa e cálculo por produtos dentários padrão, há limitações para esta estratégia. A abrasão mecânica proveniente de rações duras, produtos de mastigação e rações especializadas somente ocorrerá nos pontos onde o alimento entra efetivamente em contato com a superfície do dente. Resultados uniformes não serão obtidos em todos os dentes e podem particularmente não trazer benefícios para animais com mal-oclusão. Além disso, a ação abrasiva física pode ocorrer apenas enquanto o animal está efetivamente mastigando o produto. Não há qualquer efeito continuado sobre o dente quando o produto é deglutido, entre as refeições e entre as estapas de mastigação. A eficácia também será diminuída em cães e gatos que tendem a deglutir com pouca ou nenhuma ação de mastigação. Abordagem nutricional inovadora para controlar cálculo dentário Uma nova abordagem para a prevenção do cálculo dental (tártaro) em animais de companhia é a utilização de fontes minerais nutricionais de uma maneira em que possa proporcionar benefícios dentários. Especificamente, fontes nutricionais de fosfatos podem ser manipaladas durante a fabricação para acentuar as propriedades físicas do grânulo sem alterar a fórmula básica ou o tamanho do grânulo. Isto é conseguido através de um procedimento exclusivo de fabricação que reveste com polifosfato a superfície externa do alimento em uma forma microcristalina. Os cristais de polifosfatos ajudam a evitar a mineralização de placa para cálculo formando uma barreira física na superfície da placa. Isto contrasta com as metodologias correntes que utilizam abrasão para remover a placa durante a mastigação. A vantagem da abordagem de barreira é que os polifosfatos proporcionam benefícios para a boca inteira à medida em que eles se desprendem da ração durante a mastigação e são conduzidos por toda a cavidade bucal. Este mecanismo de ação permite que os polifosfatos oferecam benefícios às superfícies não envolvidas na mastigação e também às superfícies de contato. além disso, esta abordagem nutricional oferece um benefício dentário prolongado uma vez que os polifosfatos permanecem dentro da placa até que o corpo os absorva como nutriente fosforoso e inócuo.
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