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Saúde dos Cães - Sarna Negra

A sarna negra porém é diferente das demais e, ao contrário, não é absolutamente perigosa, não sendo transmissível aos outros animais ou ao homem que convivem com o animal doente.
Se trata de uma infestação causado por um pequeno animal: o Demodex Canis.
Este pequeno hospedeiro é um ácaro que se localiza nos folículos pelíferos e, às vezes, também nas glândulas sebáceas da pele. Não tem um aspecto comum com outros parasitas.
Os ácaros vistos ao microscópio aparecem como pequenos animais redondos com um corpo e pernas bem visíveis, o demodex ao invés se parece com pequenos vermes disformes de forma alongada. As pernas se parecem com aquelas pequenas de uma taturana. Estes também são muito pequenos e visíveis somente ao microscópio.
Os ácaros da sarna negra (ou sarna demodética) são específicos por espécie e não passam de um animal para outro mesmo com contato entre eles.
Como se adquire esta doença? O único caso onde os ácaros são transmitidos pelo contato direto é quando o animal é filhote. O cão fica infesta nos primeiros dias de vida diretamente da mãe. Não esistem casos relatados de contagio em animais adultos.
O desenvolvimento da demodicose é relacionado a uma predisposição hereditária. é necessário eliminar da reprodução os animais que sofrem desta forma parasitária.
Alguns sujeitos hospedam o parasita mesmo não apresentando nenhum sintoma clínico de infestação; estresse, debilidade e outras causas que podem facilitar a infestação.
Isto é verificado frequentemente em animais jovens ou velhos, ou ainda em sujeitos adultos após uma patologia que enfraquece o sistema imunitário.
Normalmente a sarna demodécica aparece de forma leve e localizada nos filhotes a partir dos três meses de idade. A doença é bastanta leve e é conhecida como forma localizada juvenil.

Existem duas formas de sarna demodécica: a forma localizada e a generalizada.
Como o próprio nome sugere, a primeira afeta somente pequenas áreas mais ou menos extensas do corpo. Normalmente as partes mais afetadas são o focinho e os membros. As formas mais leves podem curar-se espontâneamente.
A forma generalizada é a mais grave. Pode surgir após a evolução de uma forma localizada ou muito frequentemente surge já em igual medida em várias áreas. Além do focinho e extremidades, ataca também o tronco.
As regiões afetadas apresentam-se sem pelo e extremamente avermelhadas, surge desquamação da pele e pode haver prurido de modo variável.
Às vezes a situação se complica ainda mais: uma infecção bacteriana secundária está sempre de tocaia. As lesões podem infectar-se facilmente com germes que dão origem a pus, pústolas, fístulas e crostas, dificultando cada vez mais a cura e piorando a situação geral do sujeito que frequentemente torna-se doente crônico. A doença pode reapresentar-se após aparente solução.
Nas formas complicadas mais graves pode ocorrer morte do animal por seticemia. Os germes isolados são comumente do tipo Pseudomonas. A cura definitiva é rara e depende da gravidade com a qual a doença se manifesta.

O diagnóstico é extremamente simples, bastando observar o parasita no microscópio. O veterinário suspeitará deste tipo de sarna em função da anámnese do sujeito, das alterações na cute e o odor que são bastante característicos.
Raspando um pouco a pele ou arrancando alguns pelos nas regiões afetadas, obtém-se o material para o exame ao microscópio. Às vezes pode ser necessária uma biópsia.
A presença do parasita adulto, além das formas jovens e ovos, permite identificar com precisão a existência de sarna negra.
Também do ponto de vista terapêutico, a sarna negra é diferente em relação às demais.
Um dos principais medicamentos usados no tratamento das sarnas como a Ivermectina é totalmente ineficaz contra o Demodex.
Nas formas localizadas é suficiente a aplicação local de soluções acaricidas. A terapia prolonga-se até que os ácaros tenham desaparecido.
Geralmente, para ter certeza da sua erradicação, prossegue-se a terapia até após o segundo exame negativo.
Se a forma localizada é acompanhada de infecção, além da terapia acaricida, pode ser necessária a limpeza da região e o uso de antibióticos por via sistêmica.
As formas generalizadas são curadas como aquelas localizadas mas em geral requerem tratamentos muito longos e dificilmente alcançam a cura definitiva do sujeito.

é possível também submeter o cão a uma terapia com fármacos administrados por via oral; esta forma requer também períodos longos de tratamento, mas geralmente apresenta bons resultados. A limpeza e a desinfecção da pele são, em todos os casos, fundamentais. O uso de soluções desinfetantes da pele e o corte do pelo são indispensáveis para melhorar a resposta terapêutica nas formas mais complicadas.

 

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